Se existe alguma persistência em mim notável, além de um nome e um rosto, não há nada que vá muito além das experiências de tantas Marias, fato que me consola dentro de minha prepotente condição humana.
Entretanto
Gosto de ver gente por trás de corpos que se movem, embora a maioria das vezes isso não seja possível.
Tenho imensa dificuldade em vivenciar o que considero injusto. E ódio mortal de quando se tenta desviar os principais motivos que desencadeiam uma situação para elementos periféricos. Ainda perco as estribeiras com isso, porque me cheira a hipocrisia e ao comodismo inútil que faz do mundo um antro de exploração e de egoísmo. Muitas vezes me envergonho de pertencer à humanidade. Mas todos os dias busco forças para continuar a ser humana. E assumir essa petulância de dizer que, certas vezes, me orgulho por ter a capacidade de sentir essa dor. Os "felizes" que me desculpem, mas a realidade é fundamental e não é para qualquer um. Por isso ainda grito, mesmo que pareça um grito emudecido.
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
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